Proposta para novas designações de arruamentos a “Rómulo Vasco da Gama de Carvalho / António Gedeão” (1906 – 1997)
No âmbito das atribuições da Comissão Municipal de Toponímia, sugere-se que essa “Comissão” aprecie e proponha à Câmara Municipal de Tavira, conforme determina o “Regulamento Municipal de Toponímia”, a atribuição do nome de “Rómulo Vasco da Gama de Carvalho” (ou “António Gedeão”, seu pseudónimo literário) a um arruamento da cidade de Tavira e mesmo estender essa homenagem às freguesias do concelho.
Considerandos da proposta:
. Considerando que a toponímia de uma localidade visa “reflectir o sentir da população relativamente à perpetuação da memória dos notáveis”, conforme refere a “Nota Justificativa” do “Regulamento Municipal de Toponímia”, nota-se que este município ainda não homenageou esta personalidade;
. Considerando que se trata de uma personalidade de confirmados méritos (professor, investigador, pedagogo e historiador da ciência, bem como poeta, reconhecido publicamente por personalidades da política, da ciência, das letras e da música). Na passagem do seu 90º aniversário, foi homenageado a nível nacional e distinguido pelo Presidente da República, Jorge Sampaio, com a Grã Cruz da Ordem Militar de Santiago e Espada. Após a sua morte, em 19 de Fevereiro de 1997, a dia do seu aniversário (24 de Novembro) passou a ser designado como o dia Nacional da Ciência.
. Considerando que em 2006 se cumpre o centenário do seu nascimento (uma data oportuna para se concretizar esta proposta). Rómulo Vasco da Gama de Carvalho nasceu em 24 de Novembro de 1906;
. Considerando as suas raízes algarvias. Embora nascido em Lisboa, era filho de José Avelino da Gama de Carvalho, natural de Tavira, e de Rosa das Dores Oliveira Gama de Carvalho, natural de Faro. Neto de Sebastião Jaime da Gama Carvalho, Mestre de Capela da Sé Catedral de Faro, professor de música, compositor de música sacra de grande mérito e secretário da Santa Casa da Misericórdia de Faro e de Piedade de Jesus (avós paternos). Neto de António Manuel Coelho de Oliveira e de Rosa das Dores Morais, naturais de Faro (avós maternos).
