Terça-feira, Outubro 25, 2005

Proposta para novas designações de arruamentos a “Rómulo Vasco da Gama de Carvalho / António Gedeão” (1906 – 1997)

No âmbito das atribuições da Comissão Municipal de Toponímia, sugere-se que essa “Comissão” aprecie e proponha à Câmara Municipal de Tavira, conforme determina o “Regulamento Municipal de Toponímia”, a atribuição do nome de “Rómulo Vasco da Gama de Carvalho” (ou “António Gedeão”, seu pseudónimo literário) a um arruamento da cidade de Tavira e mesmo estender essa homenagem às freguesias do concelho.
Considerandos da proposta:
. Considerando que a toponímia de uma localidade visa “reflectir o sentir da população relativamente à perpetuação da memória dos notáveis”, conforme refere a “Nota Justificativa” do “Regulamento Municipal de Toponímia”, nota-se que este município ainda não homenageou esta personalidade;
. Considerando que se trata de uma personalidade de confirmados méritos (professor, investigador, pedagogo e historiador da ciência, bem como poeta, reconhecido publicamente por personalidades da política, da ciência, das letras e da música). Na passagem do seu 90º aniversário, foi homenageado a nível nacional e distinguido pelo Presidente da República, Jorge Sampaio, com a Grã Cruz da Ordem Militar de Santiago e Espada. Após a sua morte, em 19 de Fevereiro de 1997, a dia do seu aniversário (24 de Novembro) passou a ser designado como o dia Nacional da Ciência.
. Considerando que em 2006 se cumpre o centenário do seu nascimento (uma data oportuna para se concretizar esta proposta). Rómulo Vasco da Gama de Carvalho nasceu em 24 de Novembro de 1906;
. Considerando as suas raízes algarvias. Embora nascido em Lisboa, era filho de José Avelino da Gama de Carvalho, natural de Tavira, e de Rosa das Dores Oliveira Gama de Carvalho, natural de Faro. Neto de Sebastião Jaime da Gama Carvalho, Mestre de Capela da Sé Catedral de Faro, professor de música, compositor de música sacra de grande mérito e secretário da Santa Casa da Misericórdia de Faro e de Piedade de Jesus (avós paternos). Neto de António Manuel Coelho de Oliveira e de Rosa das Dores Morais, naturais de Faro (avós maternos).

Sexta-feira, Julho 22, 2005

Tavira – parque habitacional degradado

No próximo mês de Outubro vão ser eleitos os dirigentes dos municípios portugueses para os próximos quatro anos. Uma das questões que muito deverá ser discutida na campanha, de norte a sul, como prioridade nos mandatos, é a do urbanismo e, consequentemente, da degradação urbana.
Em Tavira, muito se tem apostado em novas urbanizações, mas não vejo que tenha sido feito o suficiente para impor a preservação do parque edificado na cidade. Prova disso, são as habitações degradadas que existem em Tavira, conforme mostram as dezenas de imagens disponíveis nas páginas da internet: http://taviradegradada.busythumbs.com (Parque habitacional degradado - Margem direita do Gilão) e http://taviradegradada2.busythumbs.com (Parque habitacional degradado - Margem esquerda do Gilão).
Nesta cidade algarvia, além dos fogos degradados, há inúmeros casos de casas devolutas, o que se constata pela publicidade comercial acumulada nas portas de entrada das habitações.
Lamento que, por parte dos candidatos às próximas eleições autárquicas, não seja feita uma aposta clara na apresentação de propostas de resolução deste problema.

Quarta-feira, Junho 08, 2005

Tavira – situações resolvidas

Alguns dos casos de anomalias urbanas, em Tavira, relatados neste blog em Maio 2005, já estão resolvidos.
Assim, deve ser referido que:
- O automóvel abandonado há anos na Rua da Palmeira, já foi removido;
- A situação do contador de água que saia da parede para a via publica, na Rua da Liberdade, já está resolvida;
- Os três casos de candeeiros em duplicado, à entrada para a Rua D. Paio Peres Correia, à entrada para a Rua Dr. Miguel Bombarda e à entrada para a Av. Dr. Mateus Teixeira de Azevedo já foram normalizados, sendo retirado um deles em cada um dos locais;
- A sinalização dos "bombeiros", em duplicado, na Avenida Dr. Mateus Teixeira de Azevedo, já está regularizada;
- As duas placas de sinalização exactamente iguais, uma à esquerda e outra à direita que existiam à entrada da Ponte Romana, já foram retiradas.

Quarta-feira, Maio 18, 2005

Tavira – Sinalética desnecessária

Têm sido referidos, pela imprensa local e mesmo nacional, vários casos de placas desnecessárias, em Tavira. Há casos divulgados, há meses, no «Público-Local» que continuam na mesma (a 20 de Outubro de 2004, mencionava-se “uma placa na lateral do Mercado da Ribeira aludindo ao «Espaço Municipal», loja de informação e onde se vendiam artigos da Câmara Municipal de Tavira. Esta área já encerrou há mais dum ano” e em 28 de Dezembro de 2004 alertava-se para “uma placa, junto à estação de comboios, há décadas e perfeitamente desnecessária, neste momento, naquele local. Trata-se da sinalização de uma antiga paragem de camionetas, atrás de uma nova com abrigo.”
Em Tavira, há outras placas de sinalização que são perfeitamente desnecessárias nos locais onde estão colocadas. Assim: na Avenida Dr. Mateus Teixeira de Azevedo, há uma sinalização dos "bombeiros" em duplicado, uma por baixo de outra; na Rua de Santo António, há uma placa assinalando “saída de viaturas”, num local onde nada sugere que isso possa acontecer; à entrada da Ponte Romana, há duas placas de sinalização exactamente iguais, uma à esquerda e outra à direita; na Rua dos Mouros, encontrar-se uma placa que sinaliza uma passagem de peões, num local onde não existe qualquer passadeira, enquanto noutra zona da cidade (Rua 1º de Maio) há passadeiras de peões marcadas no asfalto, mas os automobilistas não têm qualquer sinal indicativo de tal situação. Há ainda uma placa, indicando o posto de “turismo”, e que está colocada na parede de um prédio da Rua Dr. Fausto Cansado, o que é incompreensível, pois para além da placa estar pouco visível, aquele local não é directo ao posto de turismo e está consideravelmente distante do mesmo.
As situações referidas podem ser vistas no link: Tavira, situações por resolver

Terça-feira, Maio 17, 2005

Tavira - Mobiliário urbano mal tratado

Em Tavira, na Rua Maria Campina, é evidente a situação de desleixo em que se encontra o mobiliário urbano. Parece que não há, naquele local, nada em perfeito estado de conservação. Desde a placa que indica o nome da rua, passando pelos recipientes de lixo (danificados ou completamente destruídos), até aos bancos de madeira que servem para descanso, está tudo em estado lastimável. De mais de uma dezena de bancos lá existentes, não há um único que não esteja repleto de inscrições e o que não tem as costas partidas, tem o assento. Lamentável! A referida artéria situa-se junto à Escola Secundária e, talvez isso explique o estado deplorável em que se encontram os bancos e os recipientes de lixo, mas a proximidade da escola não deveria ser desculpa para os responsáveis pela boa manutenção do local, pois isso devia ser motivo para haver uma vigilância redobrada.

Reabilitação urbana em Tavira

Em Tavira, a par da proliferação de construções novas para habitação nas zonas limítrofes, deparamos com as cenas tristes de dezenas de casa caídas, no coração da cidade. A Câmara Municipal, no folheto onde propagandeia as suas obras e actividades do ano transacto – “Tavira 2004 – Balanço de um ano” – e, no capítulo referente à reabilitação urbana, apenas nota obras de requalificação em algumas artérias e o “início das obras de mais quatro fogos RECRIA”. Qualquer pessoa que dê uma volta a pé pelas ruas da cidade percebe que, neste aspecto da reabilitação de casas em ruína, está muito por fazer nesta cidade.”
Alguns casos de degradação urbana na cidade podem ser vistos em: http://taviradegradada.busythumbs.com

Tavira – «Agenda Municipal» oculta degradação

O Cine-Teatro António Pinheiro, em Tavira, há muitos meses que apresenta o letreiro da sua fachada literalmente destruído, mas a Câmara Municipal na sua propaganda mensal («Agenda Municipal»), continua a apresentá-lo, numa montagem fotográfica, como se estivesse em óptimas condições, escondendo o seu verdadeiro estado de degradação. Este comportamento de esconder o que é puro desleixo urbano é intencional e por isso deve ser rigidamente criticado. Isto não acontece apenas na edição da «Agenda» do mês de Maio, pois já em Março passado, o facto da revista noticiar o espectáculo de Cristina Branco, para aquele local, com uma foto que não corresponde ao verdadeiro estado do letreiro, levou o jornal regional «Algarve Informação» a dedicar uma nota ao assunto.

Sábado, Maio 14, 2005

Remodelação da Rua da Liberdade, em Tavira – Algumas Observações

O resultado actual da obra de remodelação da Rua da Liberdade, em Tavira, inaugurada a 25 de Abril (orçada em €318 mil Euros) e que a Câmara Municipal (CMT) considerou como “requalificação urbana”, merece várias observações.

Começando pelo geral, o facto de logo à entrada da rua terem sido colocados dois grupos de contentores de lixo, com três depósitos cada, despertou muitos comentários negativos, entre a população e o modelo dos pilaretes usados para evitar o estacionamento indevido, suscitaram igualmente opiniões desfavoráveis, sendo prontamente apelidados, entre outras coisas, de “palitos”. Também o tipo de pedra utilizado no pavimento dos passeios merece séria critica, pois onde anteriormente existia uma calçada com pedras pequenas, estão colocadas desconfortáveis pedras iguais às da via automóvel (grandes). Se a colocação de pedra escura e clara, na estrada, pretende assinalar as passagens de peões e um traço contínuo, neste caso, a forma como estão colocadas, evidencia um erro, uma vez que quem pretender tomar a Rua Dr. Miguel Bombarda tem que passar o traço contínuo.

A poeira permanente, enquanto decorreu a obra e mesmo depois (S. Pedro não tem ajudado com chuva e a CMT não lava a rua), levou inclusivamente um comerciante local a colocar, na montra do seu estabelecimento, um cartaz onde se podia ler: “com tanta poeira até parece uma cidade do terceiro mundo”.

Podemos ver igualmente, naquela rua, certos pormenores que dão ideia de uma obra mal acabada. Há três casos de candeeiros em duplicado, quer dizer, colocaram novos por baixo dos antigos que não foram retirados (entrada para a Rua D. Paio Peres Correia, entrada para a Rua Dr. Miguel Bombarda e entrada para a Av. Dr. Mateus Teixeira de Azevedo). Além disso, não estão protegidos os fios eléctricos, visíveis na parede, logo à entrada da rua e há um contador de água saindo da parede para a via publica, bem como existem quatro locais (nas paredes) onde faltam tampas, o que ilustra bem a forma apressada como se quis inaugurar a obra. Há ainda uma placa de sinalização de uma garagem que não se percebe porque é que está dentro de um canteiro.

Já que se fez a obra para “uma melhoria no enquadramento paisagístico e urbano do centro histórico da cidade”, nas palavras da CMT, a placa que assinala o começo da Rua Miguel Bombarda, no limite da remodelação referida, merecia ser substituída, dada a sua degradação.

Nota: As imagens das situações descritas podem ser vistas em (http://luzaosul.busythumbs.com)

Quinta-feira, Maio 12, 2005

Carros abandonados

Todos conhecemos as dificuldades de estacionamento nas cidades, pelo que são incompreensíveis as situações de automóveis abandonados na via pública, por longos períodos. Em Tavira, na Rua da Palmeira, está abandonado um automóvel, ao que dizem os moradores da zona, “há perto de três anos”. Os proprietários do veículo já não vivem por ali e o mais caricato da situação é que actualmente aquele local é de “estacionamento pago” e quando se efectuaram as marcações delimitando os espaços para cada carro, este já lá estava numa situação de abandono. As entidades responsáveis pela fiscalização limitam-se a colocar um aviso para o veículo ser retirado, ameaçando removê-lo. Ora, o último aviso colocado no veículo, assinado pelo Serviço de Trânsito da Câmara Municipal de Tavira (CMT), tem data de 27 de Abril e refere “Fica por este meio avisado o proprietário da viatura de que, nos termos do artigo 163 do Código da Estrada a mesma se encontra em estacionamento indevido, pelo que deverá, no prazo de 48 horas proceder à sua retirada sob pena de expirado o referido prazo a mesma ser removida por esta edilidade de acordo com a alínea A) do Nº1 do artigo 164 do citado Código a expensas do proprietário”. Acontece que já lá vão mais de quinze dias e está tudo na mesma. Esta falta de cumprimento pelos serviços de fiscalização da CMT contribui para que a população leve pouco a sério os seus avisos.

Noutra artéria da cidade (Largo do Cano), perto do quartel dos bombeiros, existem mais dois veículos que, pelo seu aspecto, também estão abandonados e não têm qualquer aviso para serem retirados.